segunda-feira, 1 de abril de 2013

todos os dias quando acordo...

Eu nunca soube porque essa música me trazia um sentimento de tristeza até conhecer você, até você me dizer que era fã do Legião. Toda vez que eu a escuto sinto um vazio, lembro de você e como era sentir você por perto, mesmo que longe. Eu só queria poder ouvir essa música de você e ter a certeza de que nunca mais iria embora.


Então me abraça forte...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Grandes Esperanças

Quando eu lembro de tudo que eu imaginava pro futuro, é difícil acreditar que nada tenha dado certo, que tudo que me deixava feliz desabou, desapareceu, não era o que parecia ser.
Eu só queria ser feliz, eu queria tanto que tudo tivesse sido diferente...
mas parece que não importa quantos passos eu dê em direção ao norte, eu sempre acabo voltando para o sul.


Beyond the horizon of the place we lived when we were young
In a world of magnets and miracles
Our thoughts strayed constantly and without boundary
The ringing of the division bell had begun

Along the Long Road and on down the Causeway
Do they still meet there by the Cut?

There was a ragged band that followed in our footsteps
Running before times took our dreams away
Leaving the myriad small creatures trying to tie us to the ground
To a life consumed by slow decay

The grass was greener
The light was brighter
When friends surrounded
The nights of wonder

Looking beyond the embers of bridges glowing behind us
To a glimpse of how green it was on the other side
Steps taken forwards but sleepwalking back again
Dragged by the force of some inner tide
At a higher altitude with flag unfurled
We reached the dizzy heights of that dreamed of world

Encumbered forever by desire and ambition
There's a hunger still unsatisfied
Our weary eyes still stray to the horizon
Though down this road we've been so many times

The grass was greener
The light was brighter
The taste was sweeter
The nights of wonder
With friends surrounded
The dawn mist glowing
The water flowing
The endless river
Forever and ever

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Quando ela está caída em depressão

"(...)Outro ponto comum é de quando Ela está caída em depressão, falar o que é "clichê" como: "não fica assim,vai ficar tudo bem; aff deixa de frescura; te anima,bota um sorriso na cara; etc. Não vão ajudar em nada, podem até piorar e irritar Ela mais ainda. Ações tais como mostrar afetividade, um abraço, uma visita ou se estiver longe uma mensagem mostrando que Ela não está esquecida vão ajudar muito.
Por fim procure sempre respeitar Ela, não haja sem antes pensar se isso pode ferir algum sentimento ,tenha uma relação saudável, mesmo com o fardo que carrega Ela não precisa de Ajuda 24 horas, como qualquer pessoa, Ela vai querer um tempo sozinha, respeite o espaço dela, e principalmente, NUNCA MINTA PARA ELA, se disser que vai estar sempre com Ela,não vire as costas quando mais precisar,muito menos quebre as promessas que fez,Ela vai se lembrar do que prometeu .Mesmo que ela te xingue ou grite com você é sinal de que tem um sentimento por você dentro dela, do contrário Ela iria só te ignorar,e nem uma lagrima iria derramar por você estar indo embora."

fonte.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Karma

Bem, minha psicóloga, ao me ouvir balbuciar aos prantos o último parágrafo da última postagem, achou melhor que eu procurasse outro psiquiatra. Mais ainda por eu falar da parte dos questionamentos "e se...?" que ignoravam as supostas experiencias sobrenaturais que eu e outras pessoas próximas a mim tivemos, apesar de eu perceber que ela não crê muito nisso. Enfim, ela disse que eu estava falando de uma total "falta de fé" em tudo e era exatamente disso que eu tava falando, por que eu deveria acreditar em qualquer coisa no mundo, por que eu deveria fazer qualquer coisa. Então, ela falou sobre os remédios, a demora da psiquiatra em me atender... e então disse que iria ver se o irmão dela poderia me atender pelo mesmo preço (ele não trabalha com meu plano de saúde).
Depois disso eu acabei me "concentrando" no ENEM(entre aspas porque eu não realmente estudei, mas estava de certo modo concentrada nessa prova), que eu fiz só por estar no modo "deixa a vida me levar". Mas, um dia antes da prova, liga minha tia quase tendo um treco por causa da palavra "acho" quando ela me perguntou como/com quem eu iria pra prova: "Você já sabe onde vai fazer? Quer que eu te leve?" "Não, tia, não precisa, acho que vou com a minha amiga" "Acha? Não é melhor ligar pra ela pra confirmar e depois você me liga dizendo se vai ou não?" "Não, tia, não precisa, minha mãe disse que, qualquer coisa, ela me leva" "Mas você vai fazer a sua mãe chegar atrasada no trabalho...". CARA, você acha mesmo que eu estaria tão despreocupada se houvesse alguma possibilidade de eu não conseguir chegar lá e/ou atrapalhasse a vida de alguém por causa disso?! Acha mesmo? Eu? Quanto anos mesmo vocês passaram fazendo lavagem cerebral ~involuntariamente~ em mim pra que eu fosse perfeita e infalível?! Daí, no dia seguinte, trocando mensagem com a minha amiga, ela diz que não sabe se a menina que ia dar carona pra gente iria mesmo, aí foi a vez da minha mãe pirar: "esse povo fala as coisas, chega na hora não faz...". Foi nessa hora que eu quis arrancar fora a minha cara, mas eu virei pra minha mãe e falei "mãe, calma". A minha amiga com certeza saberia outro jeito para irmos, tanto é que foi desse outro jeito que fomos no segundo dia. Eu sinceramente não sei como eu consegui manter a calma, devem ter sido esses quatro anos de prática e blindagem...
No dia, também, teve uma coisa que me deixou puta. A menina, que nos deu carona, deu uma sugestão de como chegar lá mais rápido enquanto os pais dela discutiam como chegar lá mais rápido (o pai dela já tinha mudado de caminho e instrução -pra gente- umas cem vezes), só que a mãe dela a mandou calar a boca de jeito tão autoritário e agressivo, que eu só não falei nada porque eu não tenho direito de dar pitaco em nenhuma "conversa" de família. Ela já estava nervosa por conta da prova e mãe ainda fala desse jeito com ela... Mas de qualquer jeito eu dei umas dicas a ela de como se acalmar.
Nem senti o fim de semana por causa dessa bendita prova, que eu não gostaria de fazer nunca mais (apesar de ter ido bem). A minha escola havia ficado sem luz porque o disjuntor explodiu na semana anterior, então a organização do projeto
Finalmente chega o dia da consulta. Depois de um dia inteiro na escola, planejando o projeto do último bimestre, com um monte de gente fazendo fofoquinha pelas minhas costas (e dos meus amigos), encontrei minha mãe no consultório e ficamos esperando mais de uma hora. Quando finalmente sou consultada, me vejo obrigada a lembrar desses quatro anos de merda, sou obrigada a ouvir frases como "mas isso é uma coisa que você tem de resolver com você mesma, de não dar tanto poder a sua tia/mãe", "ele é um filho da puta, quem ama abre mão", "ter uma filha com 21 anos é uma demonstração da pouca maturidade dele", "nossa como ele é santo", "ainda bem que você deu um basta", "homem não vale nada", COMO SE EU JÁ NÃO TIVESSE OUVIDO ISSO ANTES e ainda sou interrompida o tempo todo por vários telefones. Fora que me ver chorar até soluçar e não me oferecer nem um copo d'água foi muito gentil da parte dele.
Depois dessa sessão de descarrego (no sentido ruim, porque se eu tinha alguma força ainda foi tudo embora ali), eu só queria chegar em casa e dormir, mas tive que enfrentar um ônibus com rádio estourando meu tímpanos, tocando músicas de dor de cotovelo dos anos 80. E quando eu finalmente chego em casa, meu primo ainda está lá terminando uma música às onze da noite. Nada contra ele, muito pelo contrário, eu adoro ele, mas cantar Stil Loving You (Scorpion) quando eu comento sobre o rádio do ônibus com música dos anos 80 é sacanagem.
Isso deve ser meu carma mesmo... só queria saber o que foi que eu fiz de errado...
E então o vazio volta.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Nunca suspire por um mundo melhor

São tantos pensamentos ao mesmo tempo e músicas sobrepostas em minha mente que eu sinto vontade de gritar, mas são quase 5h da manhã. Vai ser difícil colocar tudo aqui mas eu vou tentar.
Eu estou muito cansada... emocionalmente... É impressionante como todos que eu amo me decepcionam e tudo o que eu eu amo decai... Eu amo minha mãe incondicionalmente (e não admito que duvidem disso), mas ela (não apenas ela, é claro) me levou a essa doença, então a liberdade se foi. Eu amei/amo uma cara puramente e o que ele fez com meu amor? Tratou com se fosse qualquer coisa banal: o amor se foi. Eu amei uma banda, fiz dela minha fonte de força, quase como uma religião, por toda esperança, emoção e acalento que ela me proporcionava, e o "líder" da banda se mostra o maior hipócrita. Esperança se foi.
O que acontece com um ser humano sem liberdade nem amor ou esperança? Eu já não estava muito "bem das pernas" desde a perda do amor, mas foi só aparecer uma pontinha de felicidade por ter comprado os ingressos do show do Nightwish e isso aconteceu. Aliás, a banda a qual eu me refiro, é esta mesmo.
Explicando rapidamente o que aconteceu: recentemente houve um show da atual turnê em que a Anette (ex-atual vocalista) ficou doente e foi substituída por duas outras cantoras. No dia seguinte, ela reclama em seu blog pessoal por substituírem-na sem nem ao menos avisa-la. No outro dia ela foi demitida. Falta de consideração com a colega de trabalho e com o público comoalguémdemiteumavocalistanomeiodeumaturnê. O Tuomas (tecladista e principal compositor) é um tremendo músico, mas nada do que ele escreve se aplica a ele. Ele é um hipócrita.
E assim toda esperança que eu tinha no mundo se foi... Mas também, quem foi que me mandou apoiar os meus pilares nos outros? As pessoas não prestam, uma hora ou outra vão te decepcionar, meus amigos me abandonam quando eu mais preciso deles. Foi o que eu disse a minha psicóloga "no final, nas situações mais difíceis, estamos todos sozinhos", mas ela insistiu pra que eu não me apegasse a essa "autossuficiência". E agora ela me diz que eu tenho que ser meu próprio acalento, que isso não tem que depender de nada nem  ninguém além de mim... Psicólogos, psiquiatras sempre confundindo nossas cabeças... acham que sabem o que é melhor pra você, receitando anti-depressivos e sempre com uma resposta científica para seus conflitos emocionais, tentando te fazer "entender suas emoções" pra voltar a funcionar no sistema da sociedade. Não entendo pra que nos manter vivos (deve ser pelo dinheiro), todos nós vamos morrer... ter o controle da própria morte deve ser muito poder para um ser humano só...
Andei lendo sobre uma teoria da conspiração sobre a criação da humanidade (para tentar me distrair disso tudo que eu escrevi acima) e ela me pareceu bem coerente. Algumas pessoas não aceitam essa teoria por não aceitarem a não existência de Deus, por ela ter a ver com religião. Ninguém que acredita nela prega o ateísmo, mas é uma possibilidade. Eu acredito em Deus e em vida após a morte, sem me fixar em nenhuma religião, mas por alguns segundos ponderei a não existência disso tudo... e me senti tão... nem sei que palavra usar.
Eu sempre acreditei que todos esses desgostos que eu tive até então, fossem, sei lá, alguma "dívida de outra vida" e quando eu chegasse em certo grau de conhecimento isso fosse parar. Mas ponderando aquilo, eu percebi que a minha vida me pareceu boa enquanto eu estava na ignorância, mas quando eu "quebrei" e tive tempo suficiente para pensar e abrir os olhos para tantas coisas, a minha vida se tornou isso, e isso nunca acaba, não importa quanto conhecimento eu adquira. Aliás, parece que quanto mais conhecimento eu adquiro, mas infeliz eu sou e quanto menos eu penso, mas feliz a vida me parece.
Ignorando completamente as supostas experiencias que eu e outras pessoas próximas a mim tivemos: e se nada dessas coisas sobrenaturais existem? E se essa é a única vida que existe e estamos a mercê dos que têm mais poder nesse mundo? E se não podemos ser felizes se não formos ignorantes e nossos esforços não valham a pena? Não existe justiça no mundo e não existiria nem mesmo a divina.
Eu perdi minha liberdade, esperança e o amor que eu nunca tive. É provável que tenha sido um erro achar que "nosso amor" estava escrito nas estrelas, a não ser que passem a considerar a astrologia como ciência... Eu não me sinto mais como eu era antes, às vezes eu acho que sou infantil demais ou ranzinza demais. Como eu disse, eu perdi a minha esperança e meus sonhos já não fazem mais sentido. É tão estranho ver adolescentes de 15 anos e perceber que eu não tenho mais 15 anos (o último aniversário que eu senti alguma mudança), e ver pessoas da minha idade fazendo coisas que eu não faço, tipo trabalhar, beber, ter filhos...
Filhos, outra questão. Eu queria ter filhos, dar a eles tudo o que eu não tive emocionalmente, ensiná-los tudo o que eu aprendi e ainda aprenderia, etc etc... Mas por que trazer novas pessoas inocentes a esse mundo podre? Para fazê-las infelizes como eu? Certamente, como a mãe amorosa e carinhosa que eu seria, eu os protegeria disso. Mas, sinceramente, como eu posso ter filhos se eu não tenho mais ninguém além de mim mesma? "Você é jovem, vai encontrar alguém" Fingindo que eu tenho paciência pra replicar essa frase, acho que vai ser bem difícil encontrar alguém fisica e intelectualmente tão bom quanto (ou melhor que) o cara que tratou meu amor como qualquer coisa banal. Ele tinha seus defeitos (e com certeza ainda tem), mas por um ~estranho motivo~ (explique isso ciência) eu ainda gostava/gosto dele, e admito, cheguei a sentir certa afeição à filha dele, mas isso não vem ao caso.
Ainda me pego pensando nele (claro, ele está relacionado a tudo o que eu gosto), é difícil acreditar que alguém que eu amei tanto possa viver sem mim, mas tanto faz, nada vai mudar.

A questão é que todos os meus pilares caíram, não tenho mais onde me segurar. Estou deixando a vida me levar, não sinto vontade de fazer nada, toda manhã parece que meu corpo pesa cem quilos e toda noite meus pensamentos gritam em minha mente. Não tenho mais escutado música (ou seja, estou morta), toda comida parece horrível e pior, não estou nem um pouco afim de me esforçar para sair disso. Estou cansada. Estou cansada e ainda tenho que ouvir calada todos dizendo "isso passa com o tempo", "você TEM QUE superar isso", "a vida continua". E se eu não quiser continuar? Quando uma pessoa não consegue jogar um jogo ela pára, será que eu não posso parar?? Já estou cansada de me esforçar... estou cansada